Enfim, o governo nos recebeu em greve
Após 24 dias da nossa greve, com mais de 200 campi paralisados, fomos recebidos, nesta quarta-feira (24/08), pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em audiência com o Comando Nacional de Greve do SINASEFE. Por mais que tenha sido importante a participação do CONIF na realização dessa audiência, entendemos que a força e tamanho da nossa greve garantiu que fossemos recebidos.
Começamos a audiência enumerando os motivos que nos levaram à greve, com a distribuição da nossa pauta aos presentes e a apresentação do quadro de greve. O ministro demonstrou sua vontade em negociar com o SINASEFE, mas pontuou que não caberia ao MEC a negociação sobre a parte financeira da nossa pauta. Ele afirmou que qualquer questão que tenha relação direta com o
orçamento de 2012 deve ser tratada em mesa com o ministério do Planejamento. Pontuou, inclusive, que a questão orçamentária precisaria ser definida até o final desse mês.
Afirmamos que a questão orçamentária não poderia definir o fim do nosso movimento e que, certamente, esse assunto será pautado apenas quando o governo apresentar oficialmente uma proposta que atenda às nossas reivindicações. Dissemos, ainda, que o fato de termos pautas a serem tratadas nos dois Ministérios - Educação e Planejamento - temos necessidade de iniciar o quanto antes as discussões com estes dois ministérios, desde que o MPOG acabe com a intransigência em não nos receber.
Em relação aos pontos específicos da pauta, reconhecidamente vinculados ao MEC, Haddad respondeu que pretende fazer a negociação com o SINASEFE o quanto antes, inclusive apresentando um posicionamento sobre cada item já na próxima semana.
Sobre a pauta financeira, o ministro se comprometeu a fazer a interlocução com o MPOG, promovendo uma audiência da Central que representa o SINASEFE, a CSP-CONLUTAS, com aquele ministério, para que o governo apresente a proposta para a Carreira dos Docentes.
Imediatamente pontuamos que reivindicamos também a apresentação de proposta para os Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) e que qualquer negociação com o SINASEFE deve atender aos dois segmentos.
Ao final desse ponto ficou acordado que o SINASEFE confirmaria ainda hoje a ida da CSP-CONLUTAS ao MPOG para o recebimento oficial das propostas a serem encaminhadas às Bases do
SINASEFE , o que já foi feito junto à chefia de gabinete do ministro.
Ao final da reunião, conseguimos estabelecer um calendário mínimo para a continuidade das negociações com o MEC, em resposta às indagações e questionamentos apresentados durante a audiência. Esse calendário está constituído inicialmente de duas reuniões: a primeira, amanhã, dia 25 de agosto, às 10 horas, como reunião intermediária e preparatória, onde apresentaremos as questões tecnicamente para o Secretário da SETEC; a segunda reunião já está agendada para a
próxima semana, onde iremos fazer uma interlocução e negociação diretamente com Fernando Haddad. Vale registrar que indicamos que tal audiência seja realizada na segunda ou na terça (29 e 30 de agosto, respectivamente). A avaliação dos participantes da audiência é que não devemos ter expectativas sobre qualquer negociação até que propostas concretas sejam apresentadas, tanto pelo MEC como pelo MPOG. Entretanto, não podemos desprezar que o fato do ministro da Educação ter atendido ao pedido do CONIF para a realização dessa audiência demonstra, pelo menos, a
disposição para apresentar algo a fim de negociar nossa pauta. Caso contrário, como nossa greve já indica, o governo verá que o nosso movimento é muito mais sólido e combativo do que estão imaginando.
Fonte: Sinasefe
Conif intermedia diálogo entre Sinasefe e governo federal
Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) se mobiliza para viabilizar as negociações entre o governo federal e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). As primeiras articulações resultaram numa reunião entre o comando de greve e o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quarta-feira, 24/8. A intermediação do Conselho atende ao pedido do Sindicato, formalizado em ofício expedido na última terça-feira, 23/8.
O ministro alertou o comando de greve quanto ao prazo de conclusão das negociações de natureza econômica, até 31 de agosto, data limite para o fechamento do Orçamento de 2012. Em caráter de urgência, assumiu o compromisso de intervir para que o Ministério do Planejamento encaminhe à categoria proposta apresentada a outras centrais sindicais.
Educação - para tratar dos assuntos específicos relacionados ao Ministério da Educação, Haddad abriu uma mesa de negociações e pré-agendou uma reunião para os próximos dias. De imediato, um encontro preliminar entre o comando de greve e o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Eliezer Pacheco, deve delinear todas as questões pertinentes, nesta quinta-feira, 25/8.
Visão do Conif - após a reunião com o ministro, o presidente do Conif, professor Cláudio Ricardo Gomes de Lima, reiterou o empenho em viabilizar um canal de negociações. "Queremos que as atividades nos câmpus voltem à normalidade. O Brasil tem pressa em ampliar e melhorar a qualificação profissional e tecnológica, por isso estamos empenhados em ajudar para que a greve acabe o mais rápido possível. Também temos interesse que os nossos servidores sejam contemplados com melhorias", destacou.
O ministro alertou o comando de greve quanto ao prazo de conclusão das negociações de natureza econômica, até 31 de agosto, data limite para o fechamento do Orçamento de 2012. Em caráter de urgência, assumiu o compromisso de intervir para que o Ministério do Planejamento encaminhe à categoria proposta apresentada a outras centrais sindicais.
Educação - para tratar dos assuntos específicos relacionados ao Ministério da Educação, Haddad abriu uma mesa de negociações e pré-agendou uma reunião para os próximos dias. De imediato, um encontro preliminar entre o comando de greve e o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Eliezer Pacheco, deve delinear todas as questões pertinentes, nesta quinta-feira, 25/8.
Visão do Conif - após a reunião com o ministro, o presidente do Conif, professor Cláudio Ricardo Gomes de Lima, reiterou o empenho em viabilizar um canal de negociações. "Queremos que as atividades nos câmpus voltem à normalidade. O Brasil tem pressa em ampliar e melhorar a qualificação profissional e tecnológica, por isso estamos empenhados em ajudar para que a greve acabe o mais rápido possível. Também temos interesse que os nossos servidores sejam contemplados com melhorias", destacou.
Leia esta notícia no site do Conif.
Últimas notícias.
· Resultado do Plebiscito iniciado pelo Proifes e associações:
o Os professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) aprovaram a proposta de reajuste salarial apresentada pelo Governo na última sexta-feira, 19/08. Com apenas um dia de mobilização, em virtude da idealização do plebiscito ter sido formatada após a última mesa de negociação, 613 docentes foram às urnas instaladas em todas unidades acadêmicas da UFG nesta terça-feira, 23/08. Com expressiva votação, a consulta pública registrou que 77,81% dos votantes ou 477 professores disseram sim à proposta e 21,53% ou 132 professores disseram não aos seis itens apresentados pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). ( Leia aqui a proposta completa)
o Assembléia Geral da ADUFSCar indica a aceitação da proposta do Governo. A Assembléia Geral da ADUFSCar realizada nesta segunda feira, 22 de agosto, após mais de 2 horas de debates e com a presença de quase 50 professores, decidiu se posicionar sobre a proposta apresentada pelo Governo: cerca de 80% dos presentes decidiram indicar o voto SIM no plebiscito a ser realizado nacionalmente pelo PROIFES e que indicará se a entidade deve ou não aceitar a proposta feita pelo Governo já divulgada no Comunicado 24 da ADUFSCar. Leia mais aqui.
TEXTO INTERESSANTE no blog no Luis Nassif: ENSINO TÉCNICO FEDERAL EM GREVE: Em primeiro lugar, não houve um planejamento cuidadoso na infra-estrutura dos novoscampi. Isso resultou em campi que começaram a funcionar sem equipamentos e laboratórios, com número insuficiente de professores e funcionários e instalações precárias. Houve campi inaugurados sem saber ao certo os cursos a serem estabelecidos ali e em que estudos de demanda e perfil da região foram feitos a posteriori. Nos campi mais antigos houve a criação de novos cursos em velocidade acelerada e em todos os níveis (técnico, graduação e pós-graduação), e as instalações muitas vezes foram adaptadas e preparadas depois de tudo já funcionando e com cursos já formando turmas.
Atenção: Assembleia nesta quinta-feira, 25, às 14 horas, no auditório do campus Muzambinho.
Veja notícia divulgada:

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